Esportes
Rafaela Silva é ouro em Paris com ippon em 40 segundos e recoloca o Brasil no topo
Brasileira aplica ippon relâmpago na final dos 63kg, supera a mongol Enkhriillen Lkhagvatogoo e encerra jejum de quase 10 anos sem títulos do país no torneio
Rafaela Silva voltou a escrever seu nome entre as grandes histórias do judô mundial. A brasileira conquistou, neste sábado (7), a medalha de ouro no Grand Slam de Paris, um dos torneios mais tradicionais do circuito internacional, ao vencer a mongol Enkhriillen Lkhagvatogoo na final da categoria até 63kg.
A decisão foi definida de forma relâmpago: Rafaela aplicou um ippon em cerca de 40 segundos (alguns registros apontam 39), encerrando o combate rapidamente e confirmando o título na Accor Arena, na capital francesa.
Um ouro com peso histórico para o Brasil
A conquista tem um significado especial para o judô brasileiro. Rafaela se tornou a quinta atleta do país a vencer o Grand Slam de Paris, e o resultado encerra um jejum de quase dez anos sem títulos brasileiros no evento, o último havia sido conquistado por Mayra Aguiar, em 2016.
Além disso, o ouro reforça o impacto de Rafaela como uma das figuras mais importantes do esporte nacional, agora em um novo momento de carreira: aos 33 anos, ela vem consolidando sua trajetória na categoria até 63kg, após anos competindo e acumulando títulos na divisão até 57kg.
Campanha com vitórias de peso
O caminho até o ouro também chamou atenção pelo nível das adversárias. Antes de chegar à final, Rafaela venceu:
- a italiana Carlotta Avanzato nas oitavas,
- a holandesa Joanne Van Lieshout nas quartas, campeã mundial em 2024,
- e a japonesa Kirari Yamaguchi na semifinal.
A sequência de vitórias reforça não apenas o bom momento da atleta, mas também o seu retorno ao protagonismo internacional em um ciclo que já aponta para os próximos grandes desafios do judô mundial.




