Esportes
Milão-Cortina 2026: Erin Jackson lidera Team USA e haitiano Stevenson Savart faz história no esqui
Campeã olímpica lidera o Team USA como porta-bandeira em Milão-Cortina, enquanto atleta haitiano faz estreia inédita do país no esqui cross-country e é ovacionado pelo público
Os Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026 ganharam dois símbolos de impacto para a presença negra no esporte global: Erin Jackson, campeã olímpica da patinação de velocidade, foi escolhida pelos próprios atletas para carregar a bandeira dos Estados Unidos na cerimônia de abertura; e Stevenson Savart, do Haiti, entrou para a história como o primeiro atleta haitiano a competir no esqui cross-country em uma edição olímpica de inverno.
A escolha de Jackson para o momento mais representativo da cerimônia reforça seu status como uma das atletas mais respeitadas do Team USA. A patinadora, que já havia se tornado a primeira mulher negra a conquistar um ouro individual nos Jogos Olímpicos de Inverno (nos 500m em Pequim 2022), agora aparece no centro do evento como símbolo de liderança e reconhecimento interno dentro da delegação americana.
Erin Jackson: respeito dentro do Team USA
A definição dos porta-bandeiras do time dos EUA é feita a partir de votação e decisão entre atletas e dirigentes, e costuma refletir não apenas performance, mas também impacto e exemplo dentro do grupo. Ao ser escolhida para dividir a honra de liderar a delegação, Jackson reafirma um papel que vai além das pistas: ela é vista como uma referência esportiva e humana em um ambiente de altíssima competitividade.
Stevenson Savart: a estreia haitiana no cross-country
Do outro lado, Stevenson Savart se tornou um dos nomes mais comentados do início dos Jogos por um motivo diferente, e igualmente histórico. O atleta disputou o skiathlon (20 km) e, apesar de terminar fora das primeiras posições, foi ovacionado ao cruzar a linha de chegada. A imagem dele fazendo uma reverência ao público após completar a prova se espalhou como um dos momentos mais simbólicos do evento.
Savart nasceu no Haiti e foi adotado por uma família francesa ainda criança, desenvolvendo sua carreira esportiva na Europa. Mesmo assim, escolheu representar o Haiti, ampliando a visibilidade de um país que estreou nos Jogos Olímpicos de Inverno apenas recentemente, em 2022, com o esquiador alpino Richardson Viano.
Dois caminhos, um mesmo impacto
Embora venham de realidades esportivas muito diferentes, Jackson e Savart compartilham o mesmo efeito simbólico: ambos reforçam como os Jogos Olímpicos de Inverno têm sido, cada vez mais, um espaço onde atletas negros ocupam posições historicamente negadas, seja no topo do pódio e na liderança de uma potência olímpica, seja na quebra de barreiras de países sem tradição em esportes de neve.




