Prêmio Sim à Igualdade Racial
Finalistas de Liderança em Empregabilidade do Prêmio Sim à Igualdade Racial mostram quem está mudando estruturas por dentro
Categoria revela que equidade racial não é tendência, é estratégia, disputa e construção de futuro
Existe uma diferença entre ocupar espaço e transformar o espaço. E é justamente nesse ponto que a categoria Liderança em Empregabilidade do Prêmio Sim à Igualdade Racial ganha força.
A lista de finalistas não fala apenas sobre carreiras bem-sucedidas. Ela expõe quem está, no dia a dia, tensionando estruturas que historicamente foram desenhadas para excluir, e criando novas possibilidades dentro delas.
Porque, no Brasil, falar de mercado de trabalho ainda é falar de acesso desigual, permanência frágil e ascensão limitada para pessoas negras. E mudar esse cenário exige mais do que discurso: exige decisão, influência e ação contínua.
É nesse contexto que surgem nomes como Fernanda Lopes Larsen, uma executiva que atravessa mais de 25 anos de atuação global levando consigo algo que nem sempre é prioridade nos espaços de alta gestão: o compromisso com a diversidade como prática. Sua trajetória não se limita a ocupar cargos, ela atua para abrir caminhos, desenvolver talentos negros e reposicionar quem pode liderar.
Ao lado dela, Luana Ozemela, vice-presidente de Impacto e Sustentabilidade do iFood, trabalha em uma outra escala: a de transformar impacto em estratégia. Sua atuação conecta inovação, equidade e desenvolvimento social, mostrando que pensar inclusão não é um gesto isolado, mas uma forma de reorganizar prioridades dentro das empresas.
Já Débora Mattos traz uma trajetória consolidada no universo corporativo, onde por muito tempo diversidade foi tratada como exceção. Ao integrar a equidade racial como pilar estratégico, sua atuação reforça que crescimento e inclusão não são opostos, são partes do mesmo movimento.
O que conecta essas trajetórias não é apenas o reconhecimento. É o fato de que todas operam em um território específico: o da mudança por dentro. Porque transformar o mercado não acontece apenas com novas pessoas entrando. Acontece quando quem está dentro começa a questionar regras, rever práticas e redistribuir oportunidades.
E talvez seja esse o ponto mais importante dessa categoria: ela não celebra apenas liderança. Ela evidencia quem está alterando a lógica do jogo.
A premiação acontece no dia 13 de maio, no Rio de Janeiro, com exibição no dia 24 de maio na TV Globo. Mas, para além da cerimônia, o que está em jogo é maior. Porque reconhecer essas lideranças é também afirmar que o futuro do trabalho precisa ser mais negro, mais diverso e mais justo, não como promessa, mas como prática.




