30 de abril de 2026

Prêmio Sim à Igualdade Racial

Prêmio Sim à Igualdade Racial 2026 divulga finalistas na categoria de arte que movimentam cultura, memória e futuro

Entre ancestralidade e invenção, finalistas transformam arte em ferramenta política, pedagógica e de construção de futuros possíveis no Brasil

Barbara Braga | 30/04/2026
Thumbnail

O Prêmio Sim à Igualdade Racial 2026 atinge um marco histórico ao celebrar os 10 anos do Instituto Identidades do Brasil (ID_BR). No dia 13 de maio, a cerimônia no Rio de Janeiro não apenas reconhece trajetórias, mas ressignifica uma data central na história do país, utilizando a arte como ferramenta de transformação social. A edição deste ano opera sob o conceito do Surrealismo Afro-Indígena Brasiliano, uma lente que permite enxergar a potência de quem realiza o indispensável através da criatividade e do território.

Na categoria Arte em Movimento, dentro do pilar de Cultura, o foco recai sobre nomes que atravessam linguagens e gerações para construir novas narrativas. São trajetórias que operam a arte como dispositivo de formação, resistência e reinvenção de mundo, garantindo que o passado ancestral e o futuro possível coexistam de forma potente.

Conheça os finalistas de Arte em Movimento

Os selecionados para esta categoria revelam que o movimento da arte é, fundamentalmente, o movimento da própria história.

  • Bando de Teatro Olodum Há mais de três décadas, o grupo redefine o teatro brasileiro com uma linguagem própria que afirma identidades negras. Sua atuação é focada no combate ao racismo e na formação de gerações de artistas comprometidos com a transformação social.
    • Dalton Paula Através do projeto O Sertão Negro, o artista constrói um espaço onde arte, educação e território se entrelaçam. Seu trabalho resgata saberes ancestrais do Cerrado, transformando-os em práticas coletivas voltadas para o bem-viver.
    • DJ Eric Terena O artista leva a sonoridade indígena aos palcos do mundo, fundindo tecnologia e ancestralidade em uma experiência estética singular. Sua performance afirma o protagonismo dos povos originários em escala global.
    • Projeto “O Futuro é Ancestral” – Instituto Alok Sob a direção de Devam Bhaskar, a iniciativa articula cultura, direitos humanos e sustentabilidade. O projeto projeta futuros possíveis a partir da valorização da infância e do respeito aos saberes tradicionais.
    • Souto Entre poesia, corpo e política, constrói uma obra que pulsa resistência e reinvenção. O trabalho conecta vivências periféricas e ancestrais através de uma linguagem contemporânea e de grande impacto.
    • Zumví Arquivo Afro Fotográfico Considerado um verdadeiro quilombo visual, o arquivo preserva e projeta a memória afro-brasileira. Com um acervo potente, o projeto ressignifica narrativas e ocupa espaços centrais da arte contemporânea.

    Por que essa categoria importa

    Ao reunir esses nomes, a categoria Arte em Movimento evidencia que a produção cultural não atua de forma isolada. Ela organiza o pensamento crítico, desloca imaginários e cria novas bases para a convivência social a partir de experiências coletivas. Cada finalista demonstra que imaginar o futuro passa obrigatoriamente pela coragem de disputar e recriar o presente.

    TAGS:
    AUTOR:
    Barbara Braga