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Embaixadora do Cannes Lions, Nina Silva defende novo olhar sobre criatividade e inovação
Fundadora do Movimento Black Money integra grupo de 12 embaixadores globais do Cannes Lions 2026
Quando se fala em Cannes Lions, muita gente ainda pensa em publicidade. Mas o principal festival de criatividade do mundo se tornou, há muito tempo, um espaço onde são discutidos os rumos da economia, da tecnologia, da cultura e da inovação global.
É justamente nesse cenário que a brasileira Nina Silva ocupa um lugar de destaque em 2026.
Empresária, investidora e fundadora do Movimento Black Money e da Afreektech, Nina foi selecionada como uma das 12 Embaixadoras Oficiais do Cannes Lions International Festival of Creativity, grupo formado por criadores e lideranças escolhidos para representar diferentes perspectivas dentro da economia criativa mundial.
A nomeação não é apenas um reconhecimento individual. Ela simboliza a chegada de uma agenda construída historicamente nas margens ao centro das discussões globais sobre criatividade, negócios e tecnologia.
Em um festival que reúne executivos das maiores empresas do mundo, plataformas digitais, investidores e líderes da indústria criativa, Nina leva uma visão que desafia modelos tradicionais de inovação: a ideia de que as periferias brasileiras não são apenas consumidoras de tendências, mas produtoras de cultura, tecnologia, influência e valor econômico.
Ao longo dos últimos anos, Nina se consolidou como uma das principais vozes do país quando o assunto é inclusão produtiva, tecnologia e empreendedorismo negro. Por meio do Movimento Black Money, ajudou a construir um ecossistema voltado ao fortalecimento de empreendedores, criadores e negócios liderados por pessoas negras, conectando inovação, impacto social e desenvolvimento econômico.
Sua atuação já recebeu reconhecimento internacional. Em 2018, foi incluída pela ONU na lista das 100 pessoas afrodescendentes mais influentes do mundo. Em 2021, recebeu o título de Mulher Mais Disruptiva do Mundo, concedido pelo Women in Tech Global Awards. Também integra iniciativas ligadas ao Fórum Econômico Mundial e acumula mais de três dezenas de premiações nacionais e internacionais.
Mas, para Nina, estar em Cannes significa mais do que representar uma trajetória pessoal.
Significa participar dos debates que vão definir como a criatividade será financiada, distribuída e monetizada nos próximos anos.
Em um momento em que a indústria discute inteligência artificial, dados, plataformas digitais e novas formas de conexão entre marcas e consumidores, a executiva defende que a diversidade precisa fazer parte das decisões que moldam essas tecnologias.
Para ela, o desafio não é apenas garantir representatividade, mas evitar que sistemas tecnológicos reproduzam desigualdades históricas já presentes na sociedade.
A discussão ganha ainda mais relevância diante do crescimento da chamada creator economy, setor que transforma criadores de conteúdo em empreendedores, donos de audiência e agentes econômicos capazes de movimentar mercados inteiros.
Enquanto muitas análises ainda enxergam esse fenômeno apenas como entretenimento, Nina propõe uma leitura mais ampla: a creator economy como ferramenta de geração de renda, inovação e mobilidade social, especialmente para populações historicamente excluídas dos grandes centros de decisão econômica.




