Super Bowl
Coco Jones revive Whitney Houston no Super Bowl e transforma o pré-jogo em palco de legado e identidade
Cantora abriu as apresentações musicais com “Lift Every Voice and Sing” e look inspirado no visual histórico de Whitney em 1991; evento também contou com Bad Bunny no halftime show
O Super Bowl de 2026 não foi só sobre futebol americano. A final da NFL voltou a funcionar como um termômetro cultural dos Estados Unidos e, desta vez, a presença negra ganhou destaque logo no início do espetáculo, com a performance de Coco Jones no pré-jogo.
A cantora e atriz subiu ao palco para interpretar “Lift Every Voice and Sing”, canção amplamente reconhecida como o “hino nacional negro” nos EUA. A escolha reforçou a dimensão simbólica do evento, especialmente por acontecer em um período de alta visibilidade para pautas raciais e em meio ao calendário do Black History Month, quando a cultura e a história afro-americana ocupam o centro das narrativas no país.
Um tributo visual a Whitney Houston
Além da força vocal, Coco Jones chamou atenção pelo figurino: um look todo branco, criado em parceria com o estilista Karl Kani, diretamente inspirado no visual usado por Whitney Houston no Super Bowl de 1991, uma das performances mais icônicas da história do evento.
O tributo funcionou como uma ponte entre gerações: Whitney marcou o Super Bowl com uma interpretação considerada definitiva do hino americano em 1991, e Coco atualizou esse imaginário, incorporando também elementos contemporâneos e símbolos ligados à identidade negra.
Outras participações negras e afro-diaspóricas no evento
O Super Bowl 2026 também teve como grande atração do show do intervalo Bad Bunny, artista porto-riquenho que protagonizou um momento histórico ao liderar uma apresentação marcada por referências culturais latinas e repertório em espanhol, ampliando o alcance de narrativas afro-latino-americanas dentro do maior palco esportivo dos EUA.
A presença de Coco Jones, em especial, reforça como o pré-jogo do Super Bowl vem se tornando um espaço de disputa simbólica e afirmação cultural. Ao interpretar “Lift Every Voice and Sing”, ela não apenas abriu o espetáculo: ela posicionou a cultura negra como parte estruturante do evento, e não como detalhe.




