14 de maio de 2026

Festivais e Shows

Virada Cultural 2026 de SP destaca artistas africanos e diáspóricos em programação internacional gratuita no centro de São Paulo

Festival reúne nomes do Benin, Cabo Verde, Uganda, Jamaica e Colômbia em uma programação marcada por afrobeat, reggae e dub

Barbara Braga | 14/05/2026
Thumbnail
- Crédito: @daniellehmyers | @jah9online | @jah9updates | @vprecords | @marioluciosousa_oficial | @jacobcrawfurd | @earlsixteenofficial

A Virada Cultural 2026 transformará o centro da capital paulista em um grande encontro de sonoridades negras globais nos dias 23 e 24 de maio.

Com o tema “O Festival dos Festivais”, a edição deste ano aposta em uma programação internacional que atravessa África, Caribe e América Latina, reunindo artistas ligados ao afrobeat, reggae roots, dub, jazz jamaicano e música afro-diaspórica contemporânea em apresentações gratuitas espalhadas pelo Anhangabaú, República, Sé, Largo São Francisco e Bom Retiro.

Entre os destaques do recorte internacional estão artistas africanos e projetos conectados diretamente à diáspora negra, reforçando uma curadoria que aproxima São Paulo de algumas das cenas musicais mais influentes da música contemporânea global.

Benin, Cabo Verde e África Oriental ocupam espaço central na programação

Um dos principais nomes da programação é a histórica Orchestre Poly-Rythmo de Cotonou, referência da música africana desde os anos 1960.

O grupo do Benin sobe ao Palco Anhangabaú na madrugada do domingo (24), às 3h, levando ao festival sua mistura entre:

  • afrobeat
  • funk
  • highlife
  • jazz
  • e ritmos tradicionais beninenses

A banda é considerada uma das formações mais importantes da música da África Ocidental e influenciou diferentes gerações dentro e fora do continente.

Outro destaque é Mário Lúcio, cantor, compositor e intelectual de Cabo Verde, que apresenta o espetáculo “M’Afrika” no Palco Revelando na Sé.

A apresentação propõe uma travessia musical entre o continente africano e suas conexões com a música brasileira, aproximando ancestralidade, identidade e diáspora.

Já o coletivo Nyege Nyege, referência internacional em música eletrônica experimental africana, leva para a Pista Centro um showcase ligado às sonoridades de vanguarda da África Oriental.

Nascido em Uganda, o projeto se tornou um dos movimentos culturais mais influentes da cena alternativa africana contemporânea.

Reggae, dub e cultura sound system também atravessam a Virada

A programação internacional da Virada Cultural 2026 também dedica espaço importante à cultura reggae e dub jamaicana.

Na Pista São Francisco, o público poderá acompanhar shows de:

  • Earl Sixteen
  • Scientist
  • JAH9
  • e Ras Kayleb

Os artistas representam diferentes gerações da cultura sound system e do reggae roots, conectando Jamaica, Reino Unido e diáspora africana através da música.

Colômbia, ska jamaicano e sonoridades afro-latinas também aparecem no line-up

A programação ainda reúne nomes ligados às tradições afro-caribenhas e latino-americanas.

Entre eles:

  • Edna Martinez, com sets conectados à cultura picó da Colômbia
  • Semblanzas del Río Guapi, trazendo marimba, currulaos e cantos afro-colombianos
  • e El León Pardo

Já a norte-americana Western Standard Time Ska Orchestra fará sua primeira apresentação no Brasil com uma formação de 17 músicos dedicada ao ska e ao jazz jamaicano.

O festival ainda contará com nomes como Manu Chao, o grupo de K-pop 1VERSE e outras atrações internacionais.

A Virada Cultural 2026 parece apostar em uma ideia mais ampla de circulação cultural: transformar o centro da cidade em espaço de encontro entre diferentes experiências musicais atravessadas por migração, diáspora e cultura popular global.

Tratando a música africana e afro-diaspórica no centro da programação, a Virada coloca essas sonoridades no centro de um dos maiores eventos públicos culturais do país.

TAGS:
AUTOR:
Barbara Braga