29 de abril de 2026

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Homem desenterra irmã e leva esqueleto a banco para sacar dinheiro na Índia; instituição se pronuncia após repercussão

Caso ocorreu no estado de Odisha e chamou atenção após homem tentar comprovar morte da irmã diante de exigências burocráticas

Barbara Braga | 28/04/2026
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- Crédito: X - @WokePandemic

Um caso incomum e chocante chamou atenção na Índia após um homem desenterrar os restos mortais da própria irmã e levá-los até uma agência bancária para tentar sacar o dinheiro que ela havia deixado em conta. O episódio aconteceu no estado de Odisha e rapidamente repercutiu nas redes sociais e na imprensa internacional.

Segundo informações divulgadas por autoridades locais, o homem tentava retirar cerca de 20 mil rúpias da conta da irmã falecida. No entanto, ele teria sido informado de que precisava apresentar documentação oficial comprovando a morte da titular para liberar o valor. Sem a certidão de óbito e enfrentando dificuldades burocráticas, ele decidiu tomar uma atitude extrema.

Ato extremo para provar a morte

Sem conseguir concluir o processo pelos meios convencionais, o homem desenterrou o corpo da irmã e levou o esqueleto envolto em tecido até o banco. A cena surpreendeu funcionários e moradores, que acionaram a polícia após o ocorrido.

De acordo com relatos, o objetivo era demonstrar que a irmã realmente havia morrido e, assim, conseguir acesso ao dinheiro depositado. A situação gerou forte repercussão e levantou debates sobre burocracia, acesso a serviços e vulnerabilidade social em áreas rurais.

Banco se pronuncia após repercussão

Após a viralização do caso, a instituição bancária divulgou um posicionamento oficial e negou ter exigido a presença física da falecida. Segundo o banco, o homem foi orientado apenas a apresentar a certidão de óbito e a documentação necessária para comprovar o direito ao saque.

Ainda de acordo com a instituição, ele teria comparecido à agência sem os documentos e retornado posteriormente com os restos mortais da irmã, criando uma situação considerada perturbadora pelos funcionários. O banco afirmou que seguiu os protocolos padrão para liberação de valores após a morte de um titular.

Polícia foi acionada e caso foi esclarecido

Com a chegada das autoridades, o homem foi orientado sobre os procedimentos legais corretos. A polícia informou que não houve tentativa de fraude, mas sim falta de informação e dificuldade para obter documentação oficial.

Após a repercussão, autoridades locais iniciaram o processo para emissão da certidão de óbito e regularização dos documentos, permitindo que o saque seja feito de forma legal.

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Barbara Braga