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Charm La’Donna: a coreógrafa que uniu o hip-hop de Kendrick Lamar e a energia de Bad Bunny no maior palco do mundo
Quando o Super Bowl acontece, o mundo inteiro assiste. Mas enquanto a câmera foca o artista no centro do palco, existe um outro tipo de protagonismo acontecendo nos bastidores: o de quem desenha cada passo, cada formação, cada transição, cada movimento que transforma música em impacto visual. Na edição de 2026, a performance de Bad
Quando o Super Bowl acontece, o mundo inteiro assiste. Mas enquanto a câmera foca o artista no centro do palco, existe um outro tipo de protagonismo acontecendo nos bastidores: o de quem desenha cada passo, cada formação, cada transição, cada movimento que transforma música em impacto visual.
Na edição de 2026, a performance de Bad Bunny no Apple Music Super Bowl Halftime Show não chamou atenção apenas pelo tamanho do evento ou pelo alcance global do artista porto-riquenho, ela também reforçou o nome de uma profissional que vem moldando o pop contemporâneo por dentro: Charm La’Donna, coreógrafa negra que assinou a criação do espetáculo.
E, para quem acompanha cultura e dança como linguagem, essa é uma daquelas histórias que não podem ficar só no backstage.
De Compton para o mundo
Charm La’Donna nasceu em Compton, Califórnia, um território que, historicamente, carrega peso cultural na música e na dança negra nos Estados Unidos. Foi ali que ela começou a entender que o corpo podia ser instrumento, mensagem e identidade.
Ainda criança, ela já sabia que queria dançar. E ao longo da formação, construiu algo raro: uma base técnica sólida e ao mesmo tempo conectada às ruas, ao hip-hop, ao krump, ao jazz, ao ballet e à dança moderna.
Essa mistura se tornou uma assinatura. Charm não é uma coreógrafa de um estilo só. Ela é uma criadora que trabalha a dança como linguagem híbrida, e isso faz toda diferença quando o desafio é montar performances que precisam ser gigantes, emocionais e, ao mesmo tempo, precisas.
A coreógrafa por trás dos shows que viraram história
Antes de chegar ao Super Bowl com Bad Bunny, Charm La’Donna já tinha um currículo que fala por si. Ela esteve envolvida na construção coreográfica de performances para artistas como Rosalía, Dua Lipa, Selena Gomez e Kendrick Lamar, além de já ter passado por outras edições do próprio Super Bowl.
Ou seja: não foi um “convite do momento”. Foi consequência de uma trajetória construída com consistência e com uma leitura muito clara do que o palco pop exige hoje.
O que Charm fez no show de Bad Bunny e por que isso importa
Coreografar o Super Bowl não é apenas criar dança. É montar uma engrenagem:
- movimentos que funcionam em câmera aberta e fechada
- transições que se encaixam com luz, palco e cenografia
- formações que guiam o olhar do público
- energia que precisa crescer sem parar em poucos minutos
E o grande mérito de Charm La’Donna é transformar tudo isso em algo que parece natural.
No show de Bad Bunny, sua coreografia ajudou a construir um espetáculo onde a dança não era só “acompanhamento”, ela virou parte da narrativa, da estética e da identidade latina e negra que o artista carrega.
O destaque de Charm La’Donna também tem um significado maior: ela é uma das poucas mulheres negras que conseguiram ocupar, com autoridade, um espaço historicamente dominado por decisões criativas feitas longe de pessoas como ela.




