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Juiz de Fora vive uma das maiores tragédias climáticas de sua história
Chuvas históricas deixam 14 mortos, 440 desabrigados e dezenas de desaparecidos; bombeiros atuam com cães farejadores em áreas de deslizamento
A cidade de Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, enfrenta uma das maiores tragédias climáticas de sua história recente. As fortes chuvas que atingem o município deixaram 14 pessoas mortas, cerca de 440 desabrigadas e ao menos 45 desaparecidas, segundo dados divulgados pelas autoridades locais.
O volume de água acumulado em fevereiro ultrapassou, e muito, a média histórica prevista para o mês. Em poucos dias, ruas se transformaram em rios, encostas cederam e bairros inteiros ficaram isolados após deslizamentos de terra e alagamentos de grandes proporções.
Buscas seguem com apoio de cães farejadores
O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais mantém operações ininterruptas nas áreas mais afetadas. As equipes trabalham na retirada de escombros e na varredura de pontos críticos com o auxílio de cães farejadores, fundamentais na tentativa de localizar vítimas soterradas.
O cenário ainda é instável. O solo encharcado aumenta o risco de novos deslizamentos, dificultando o acesso de máquinas e colocando em risco tanto moradores quanto socorristas. A prioridade, neste momento, é encontrar desaparecidos e garantir a segurança das famílias que permanecem em áreas vulneráveis.
Desabrigados e resposta emergencial
Com centenas de pessoas fora de casa, a prefeitura decretou estado de calamidade pública, medida que permite acelerar a liberação de recursos e organizar ações emergenciais. Escolas e espaços públicos foram adaptados para funcionar como abrigos provisórios, enquanto campanhas de arrecadação mobilizam a sociedade civil.
Além dos desabrigados, há também famílias desalojadas, que precisaram deixar suas casas preventivamente e buscam abrigo com parentes ou amigos. O impacto social se soma à perda material: muitas residências foram completamente destruídas pela força da água e da lama.




