30 de agosto de 2025

Saúde

Erika Januza fala sobre congelar óvulos e especialistas destacam limites do método

Atriz compartilha experiência no “Saia Justa” e especialistas alertam: congelar óvulos é recurso importante, mas sem garantias absolutas

• 29/08/2025
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Reprodução: @erikajanuza | @gnt

Aos 40 anos, Erika Januza abriu um relato pessoal que reacendeu um tema cada vez mais presente entre mulheres que decidem adiar a maternidade: o congelamento de óvulos. Durante participação no programa Saia Justa (GNT), a atriz contou que tentou o procedimento aos 38 anos, mas o resultado não foi o esperado.

“Resolvi congelar óvulos há dois anos, já estava com 38… Quando eu resolvi, ele [médico] falou: ‘você sabe que, agora, o risco de não dar certo é maior’. E eu fui sabendo que o risco era maior e não deu certo”, compartilhou.

A experiência de Erika expõe uma realidade importante: apesar de ser uma técnica avançada, o congelamento de óvulos não garante uma gestação futura. Segundo especialistas em reprodução assistida, as chances de sucesso estão diretamente ligadas à idade da mulher. Até os 35 anos, a probabilidade de gravidez varia entre 60% e 80%. Dos 36 aos 40 anos, esse índice cai para cerca de 20% a 50%, e após os 40 anos a taxa pode ser inferior a 20%.

Além da idade, outros fatores também pesam. O número ideal de óvulos congelados para aumentar as chances de êxito gira entre 15 e 20, o que muitas vezes exige mais de uma rodada de estimulação hormonal. O processo completo leva em média duas semanas e envolve etapas de indução hormonal, coleta, seleção e congelamento. Apesar de seguro, também é um tratamento oneroso: cada ciclo pode custar de R$ 10 mil a R$ 20 mil, sem contar as taxas anuais de manutenção.

Ao dividir sua experiência, Erika chama atenção para a importância da informação e do planejamento. O congelamento de óvulos pode ser uma ferramenta valiosa para quem deseja postergar a maternidade, mas não é uma solução definitiva. Como reforçam médicas da área, compreender os limites do método é fundamental para que as mulheres possam tomar decisões conscientes sobre seus caminhos de fertilidade.

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